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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

em seguimento, um filme.

Quando acabei o post anterior lembrei-me de um filme que vi sobre aquele tema: North Country - Terra fria, que se baseia numa história real para contar a vida de Josey Aimes (a GRANDE Charlize Theron - minha actriz de eleição desde "O adovagado do Diabo") - uma mineira que sofre abusos dos seus colegas de trabalho do sexo oposto, um comportamento que, naquela altura, era considerado normal no emprego. Perante a passividade dos patrões, esta leva a empresa a tribunal, naquele que viria a ser o primeiro grande caso de assédio sexual nos EUA.


Charlize Theron provou que o Óscar ganhou com Monstro não foi apenas um mero acaso. Ela é a cara da frustração, desespero e coragem em enfrentar quem a tratou de uma forma que não merecia. Com este papel conseguiu ser novamente nomeada para o Óscar de Melhor Actriz.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Moi et le Cinéma

Todos nós temos períodos menos bons na nossa vida. Acho que este é um dos menos bons da minha vida. Enquanto os outros festejam o consumismo e a ilusão de mudança dos próximos 365 dias, estou numa fase de introversão e ponderação. Este período festivo é por acumulação de experiências anteriores similares um período de imensa tristeza e vazio provocados por causa que nunca posso controlar. Muitas das coisas más da vida aconteceram no mês de Dezembro. Em cada ano tento me convencer que é apenas um preconceito meu, que se não pensar nisso este ano será melhor, terei enfim umas festas de facto felizes... mas acaba por acontecer algo e nunca serem...

Para me abstrair da realidade que é a minha vida, recorro muitas vezes ao cinema, permitindo me abstrair de mim e da minha vida e durante aqueles minutos ter outra luta, outra realidade, outros pontos de vista que não os meus.

Por isso, estes últimos tempos, tenho visto muitos filmes.

Recentemente, assisti a na nossa Tv, pois é pois é nem só de novelas é feita a nossa tv nacional.:
Guerra dos Mundos, influenciada pela presença do deslumbrante Justin Chatwin, mas quero dizer que o filme é mais do que isso... não deixem de ver, vale bem a pena;

Herbie, prego a fundo ,com a presença da linda mas degradante Lindsey Lohan


ils

Filme Francês, rodado na Roménia. Baseado em fatos reais, um dos episódios mais bárbaros já registrados na história da Roménia. Em 2002, a Roménia inteira ficou chocada com uma bizarra notícia relacionada com diversos ataques mortais onde o choque maior está na identidade dos autores. Afinal de contas: Quem são eles?
Uma dupla de novos directores franceses, David Moreau e Xavier Palud, resolveu contar essa história, focando as horas de pesadelo passadas por um casal, numa madrugada, na sua própria casa, no meio duma floresta romena. O filme é simples, directo, original, muito tenso e assustador, sem o gore extremo. O epílogo é simplesmente apocalíptico e perturbador.
Mas o destaque de todo o filme vai mesmo para os vilões do filme e o seu final. Mórbido, sujo, feio e negativo são apenas alguns adjectivos que podem personificar o final de
Ils. Tudo graças à sábia decisão da dupla de directores em não mostrarem os vilões do filme até os minutos finais. Assim, passamos todo o filme desconfortáveis por não saber com quem ou o que aquele casal está a lidar. E preparem-se para a revelação de quem são Ils (Eles, em francês), porque dificilmente outro filme conseguirá revelar de forma tão soberba a identidade de seus vilões.

Ne le dis a personne

Um crime brutal. Um homem acusado. Mas nada é o que parece

Naquele que seria o dia de aniversário do seu casamento, Alex Beck (Francois Cluzet) recebe um e-mail com um link para uma câmara de vigilância na rua que lhe mostra uma imagem em tempo real da sua mulher Margot (Marie-Josée Croze), morta há 8 anos. Na altura as suspeitas recaíram sobre um serial killer, que sempre negou esse crime. Mas a recente descoberta de dois corpos começa a lançar dúvidas sobre essa explicação, colocando o próprio Alex como possível autor do crime. Sob vigilância cerrada, Alex vê-se obrigado a fugir, não só para provar a sua inocência, mas sobretudo para descobrir a verdade acerca da sua mulher.

Este filme foi-me recomendado por uma sr.ª francesa ligada ao meu trabalho e não fiquei desiludida com o que vi. É um filme bem estruturado, que prende do inicio ao fim e com algumas reviravoltas interessantes. Um filme onde nada é o que parece, onde todas as respostas vão ser encontradas, na maioria das vezes de forma muito bem pensada, para um final doloroso mas sublime.

I am legend

A grande surpresa de 2007. Penso que para muitos dispensa apresentações. Encontra-se nos nossos cinemas desde 27 de Dezembro de 2007. Para os que não conhecem fica aqui o trailer.



Robert Neville (Will Smith) é um cientista brilhante, mas nem mesmo ele conseguiu deter um mortal e incurável vírus criado pelo Homem. Sendo de alguma forma imune, Robert é agora o último sobrevivente do que resta da cidade de Nova Iorque e, talvez, do mundo. Por três anos, Neville tem desesperadamente tentado contactar outros possíveis sobreviventes via rádio, nunca perdendo a fé. Mas ele não está só. Vítimas mutantes da praga - Os Infectados - escondem-se nas sombras... observando cada passo de Neville... esperando que ele cometa o fatal erro. Talvez sendo a última esperança da humanidade ele tem por missão encontrar uma maneira de desfazer os efeitos do vírus usando o seu próprio sangue, mesmo sabendo que está sozinho e com o tempo a escassear. (www.cinema.ptgate.pt)

Este filme tem gerado alguma controvérsia: há quem goste muito e há quem não goste nada. E quanto a mim, há aqueles que gostam de dizer mal por dizer. Enfim. Há ainda quem faça comparações com 28 Days later, como não vi este último não posso fazer julgamentos desse tipo.
Na minha humilde opinião, i am legend tem um argumento válido, cenários muito bem conseguídos, NY abandonada a 3 anos, Will Smith, como nos habituou, no seu melhor e Bob Marley como banda sonora.

"Don't worry about a thing,
'Cause every little thing is gonna be all right.
Singin': "Don't worry about a thing,
'Cause every little thing gonna be all right!"

Gostei muito das analogias feitas entre o passado e o presente, para explicar o processo que levou a situação em questão.
Contudo... porque pode não haver um "mas", em vez disso um "contudo", considero o final demasiado precipitado, não introduzindo certas cenas que eu consideraria interessantes e importantes para o desfecho.

Deixei para o fim o melhor do filme, a Samantha, a pastor Alemã que o acompanha o dr. Robert naqueles 3 anos de solidão. Deixo a seguir a parte, que para mim foi a mais tocante do filme mas também a mais sublime, em que a Sam, criada com todo respeito, carinho e atenção é capaz de dar tudo pelo seu dono, a qualquer preço, nem que esse preço seja a própria vida. Não digo mais. AVISO A QUEM NÃO VIU O FILME QUE ESTE VIDEO REVELA UMA PARTE IMPORTANTE DO FILME.



Uma nota final, a "Marley", a filha do Dr. Robert Neville (W.S.) no filme é realmente filha de Will Smith na vida Real.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

FEST

Ontem a noite fui assistir a Cerimónia de Abertura do FEST - Festival Internacional de Cinema Jovem em Santa Maria da Feira com o pessoal da cidade d'O Galo. Aproveitei o facto de ter conseguído bilhetes duplos para o 1º filme a ser apresentado "Wristcutters (A love story)", dos E.U.A., de Goran Dukic, com Tom Waits, Patrick Fugit e Shannyn Sossamon.





Com uma cotação de 7.4 no IMDB, adivinhavam-se 92 mns bem passados. E quem não se lembra da deslumbrante Shannyn Sossamon em "40 dias 40 noites" com o Josh Hartnett?!?
Um a parte, "40 dias 40 noites" é o filme com a cena "erótica" mais bem conseguída que já vi, através da orquídea branca.
O filme, por ironia, trata, de novo(!), um pouco o estado de morte/não morte, mais precisamente para onde vão os suicidas, um local onde não existem sorrisos, apenas umas rotinas pálidas pintadas com pequenos milagres, como o Amor! Não digo mais! Descubram, vale a pena se deixar levar.

sábado, 27 de outubro de 2007

Cinema e nao só ;)

A ideia deste post surgiu-me de um e-mail que recebi ontem da Istari em que me contava que estava doentita e um pouco em baixo... Este post é só para ti para te animares um pouco! Certamente, vais sentires-te bem melhor depois de o leres!

No passado fim-de-semana fiz uma das coisas que mais gosto, fui ao cinema com o alcoólico, a hobby-ir e o seu Hugito. Fomos ver "The Invisible". Deixo aqui o trailer.




Achava o argumento do filme muito original e também andava curiosa por causa da constante publicidade que ouvia a caminho do trabalho, todas as manhas, na MegaFM aquando da estreia "Será que vai conseguir vê-lo?". Contudo o filme foi apenas razoável, um pouco "frágil" e com cenas melo-dramáticas quase ridículas... Enfim. Contudo, de salientar a originalidade do argumento e da ideia de morte/não morte, a cena do pássaro e a escolha dos actores.





Falando nos actores, salienta-se a bela Margarita Levieva e Justin Chatwin.

E aqui é que entra a Istari! Para além de gostar de cinema, ela tem uma rúbrica mensal no seu blog que ADORO e acho de grande importância cultural(!): a eleição do Mister de cada mês. Acho que o Justin Chatwin preenche todos os requesitos para ser um dos mister de um dos próximos mês!

Ficaste ou não ficaste a sentir-te melhor Istari!
Perdoem-me mas sou mulher afinal de contas!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Alguém me explica???

Alguém me explica o que se passa???
Sou fã de cinema
e assídua leitora da revista de cinema, por sinal a única no país, "Première".
Comprei a deste mês ontem mas dada a minha correria dos últimos dias nem lhe toquei. Coincidência das coincidências, hoje vieram me devolver a revista de Janeiro de 2007, que já não via desde a data e aproveitaram para me dar a "excelente" notícia (ironia!) que a do mês do Outubro iria ser a última! Corri buscar a do mês de Outubro onde li na 6ª pág.:
"Foi com tristeza que recebi a informação de que a Premiere - A revista de cinema, vai ser descontinuada, senda esta edição a de Outubro a última a chegar as bancas."
Encontrei no pagina do jornal "Sol" a explicação para tal facto
"Esta editora, ..., decidiu retirar todos os seus negócios de Portugal".
Será que essa editora não se lembrou que esta revista tinha para além de mim, mais de 16.000 leitores mensais assíduos neste país?!
Não consigo conter a minha revolta!
Num país onde existe uma dezena de revi
stas, ditas cor-de-rosa, "marias", "anas", "tuxas", "marianas"... (sei lá mais que nomes!), esta era a ÚNICA revista que comprava, lia e apreciava! Para mim, era, sem dúvida, uma revista de referência.
Qualquer decisão de ida ao cinema era tomada com base nas criticas desta revista. Esta não se limitava a falar das estreias mensais mas também a fazer um juízo de valor através de vários críticos. Graças a ela, era fácil perceber que nem todos blockbusters tinham a qualidade que o marketing maciço sobre o mesmo fazia parecer. Esta fazia sempre referência ao nosso cinema nacional e ao que de bom se faz no nosso país. Foi através dela que descobrir o cinema Asiático e me tornei fã.
E agora... Agora resta-me o site: www.premiere.pt
Aproveitei esta capa, para "fazer homenagem"a esta excelente revista e seus colaboradores mas também a este jovem actor revelação, não escondo a minha queda, Jake Gyllenhall.