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sexta-feira, 2 de abril de 2010

it kills me

Sozinha, na dita minha casa, que de mim nada tem, excepto as lembranças perdidas cantos, as rotinas martelanas no dia a dia, a vida eufogante em cada sombra de ser, as cores com que vesti a nudez des arestas, e TU... que passeias em todos meus pensamentos, meus ecos, minhas lembranças, que nem Alice no seu Pais das Maravilhas e eu que nem um coelho louco sempre de relogio em punho relembrando que o tempo é sempre muito para quem fica e pouco para quem parte.
Sabes que não lido bem com a solidão. Traz sempre de volta aquele eu que tanto tememos, em que eu deixo de ser eu para ser um eu sem passado mas tb sem futuro, sem razão nem coração, rima acidental que por ironia rima tb com uma lista de outras palavras que poderia ter escolhido acabando de novo na solidao, circular ironia.
Por que poderia usar palavras sem fim que não passariam de um sentimento jamais concretizado encontrei no acaso a simples essencia.




'Well how long, can I go on like this,
Wishing to kiss you,
Before I rightly explode?
This double life I lead isn't healthy for me
In fact it makes me nervous
If I get caught I could be risking it all

Baby there's a lot that I miss
In case I'm wrong

Well all I really wanna do is love you
A kind much closer than friends use
But I still can't say it after all we've been through
And all I really want from you is to feel me
As the feeling inside keeps building
And I will find a way to you if it kills me
If it kills me'

Volta rápido.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Liberdade ou Abismo


You used to hold the door for me, now you can't wait to leave
You used to send me flowers if you fucked up in my dreams
I used to make you laugh with all the silly shit I did
But now you roll your eyes and walk away and shake your head
(…)
How did we get so mean?
How do we just move on?
How do you feel in the morning when it comes and everything's undone?
Is it cause we wanna be free? Well that's not me
Normally I'm so strong
I just can't wake up on the floor like a thousand times before
Knowing that forever won't be
(…)
You know, I get so sad when it all goes bad
And all you think about is all the fun you had
And all those sorries ain't never gonna mean a thing
(…)



quarta-feira, 15 de abril de 2009

sadly mistaken

Tudo e todos me faziam prever que chegaria o dia de colocar cá esta música. Temia esse dia que acabou por chegar. Sei o quanto a odeias e odeias que a associe. Mas nada fizemos para impedir que este dia chegasse.
Acabaram-se as culpas, as dores, as duvidas, os rancores e mágoas. Aproveitemos as trevas e esta vertiginosa calma que se instalou. Mesmo que essa não seja mais do que mais duvidas e dores.
Não é o fim, simplemente, dois novos começos.





You've been my golden best friend
And now with post-demise at hand
I can't go to you for consolation
Cuz we're off limits during this transition
This grief overwhelms me

It burns in my stomach
And I can't stop bumping into things

I thought we'd be simple together
I thought we'd be happy together
I thought we'd be limitless together
I thought we'd be precious together
But I was sadly mistaken

You've been my soulmate and then some
I remembered you the moment I met you
With you I knew god's face was handsome
With you I saw fun and expansion
This loss is numbing me it pierces my chest

And I can't stop dropping everything

I thought we'd be sexy together
I thought we'd be evolving together
I thought we'd have children together
I thought we'd be family together
But I was sadly mistaken

If I had a bill for all the philosophies I shared
If I had a penny for all the possibilities I presented
If I had a dime for every hand thrown up in the air
My wealth would render this no less severe

I thought we'd be genius together
I thought we'd be healing together
I thought we'd be growing together
I thought we'd be adventurous together
But I was sadly mistaken

I thought we'd be exploring together
I thought we'd be inspired together
I thought we'd be flying together
I thought we'd be on fire together
But I was sadly mistaken

(Tradução)

terça-feira, 14 de abril de 2009

Momento cultural e não só...

Numa conversa daquelas para por os '.' nos 'i' em que não sabemos bem se não foi os 'i' nos '.', lembrei-me de uma música da nossa riquissima cultura musical, que retrata de forma extraordinária esta nossa geração, confesso que não faria melhor!

Descobri esta relíquia aqui.

Vejam lá e confirmem:



Desejo sincera7 que esta #"$#$%# vos fique na cabeça 15 dias e não consigam dormir por que nao vos sai da cabeça aquele maravilhoso refrão:


Eu vou te deletar
Te excluir do meu orkut
Eu vou te bloquear no MSN
Não me mande mais
Scraps, nem e-mails
Power point
Me exclua também
E adicione ele...(4x)

Desculpem-me mas tinha de postar! Adoro a camisinha aberta e o pentiadinho a #0%&$&#s!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

uma Música, um Livro


I am the harm which you inflict
I am your brilliance and frustration
I'm the nuclear bombs if they're to hit
'm your immaturaty and your indignance
am your misfits and your praised
I am your doubt and your conviction
I am your charity and your rape
I am your grasping and expectation
I see you averting your glances
I see you cheering on the war
I see you ignoring your children
And I love you still
And I love you still
I am your joy and your regret
I am your fury and your elation
I am your yearning and your sweat
I am your faithless and your religion
I see you altering history
I see you abusing the land
I see you and your selective amnesia
And I love you still
And I love you still
I am your tragedy and your fortune
I am your crisis and delight
I am your profits and your prophets
I am your art, I am your bytes
I am your death and your decisions
I am your passion and your plights
I am your sickness and convalescence
I am your weapons and your light
I see you holding your grudges
I see you gunning them down
I see you silencing your sisters
And I love you still
And I love you (still)
I see you lie to your country
I see you forcing them out
I see you blaming each other
And I love you still
And I love you still


Alanis Morissette - Still










"Dentro de ti, ainda que nunca suspeitasses.
Também a terra acaba e o mar começa.
Estavas em poiso firme. Agora esbracejas, líquida.
Em ti, a terra também acaba e o mar começa.
É onde o diabo faz o ninho."
"Na sua cabeça"
p.30

"Dizes luz e já nade se acende"

"Para onde vão os amores que foram um dia?"


Rodrigo Guedes de Carvalho - "Mulher em Branco"

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Regresso ao passado

V Feira à Moda Antiga de Fornos ocupa este fim-de-semana (27, 28 e 29 de Junho de 2008), de sexta-feira a domingo, o parque Manuel da Silva Pinto. O regresso ao passado pretende transportar os visitantes à época dos seus antepassados. Retrata tempos idos, mas guardados no universo de memórias dos mais velhos, dando a conhecer aos mais novos as suas origens. As vertentes culturais, sociais e etnográficas são recordadas através dos trajes, da música, dos cantares e pregões, da gastronomia, dos jogos tradicionais, da animação de rua, dos artífices e dos comediantes, dos vendedores de produtos agrícolas e de animais domésticos. Tudo num ambiente de uma feira do início do século XX.
O evento abre amanhã, pelas 20h30, com os bombos do grupo Rufus & Circus e do Grupo de Música Coral Infantil da Paróquia de S. Pedro de Maceda. O Conservatório de Música de Fornos actua às 21h30 e o Grupo de Danças e Cantares de Rio Meão às 22h30. Sábado à tarde, entra em palco o Conservatório de Música de Fornos às 17h00. A noite é ocupada pela Orquestra Ligeira de Arrifana, pelas 20h30. Segue-se uma noite de fados e o concurso de vestidos de chita. No domingo de manhã, a partir das 10h00, tem início o concurso de tapetes de flores que estarão em exposição durante todo o dia. A tarde é popular com um concurso de aventais e gravatas, as cantorias de Rui Cardoso e a actuação do conjunto de cavaquinhos “Os amigos do Dragão”. Das 15h00 às 18h00. À noite, o Grupo de Folclore de Escapães entra em cena às 20h00 e o grupo de hip-hop “As incógnitas” às 21h30. O recuo ao passado pretende incentivar a população a participar na recriação de uma feira do início do século passado. A Associação Fornos Cresce e a Junta de Freguesia de Fornos organizam o evento. (Fonte)

E assim foi...
As vendas foram como todo o resto no nosso país... O que nos valeu foi a vizinhança bem simpática e o momento alto do domingo a tarde do qual deixo um registo fotográfico: a serenata (só para mim!).

segunda-feira, 7 de julho de 2008



Eu já não sonho, eu já não fumo
Já não tenho sequer história
Eu sou feia sem ti, Eu estou suja sem ti
Como uma órfão num dormitório

Já não tenho vontade de viver a minha vida
A minha vida para quando partes
já não tenho vida
E até a minha vida se transforma em cais
Quando tu partes

Estou doente, completamente doente
Como quando a minha mãe saia a noite
e me deixava sozinha com o meu desespero
Estou doente, perfeitamente doente
Chegas Nunca sabemos quando
Partes Nunca sabemos onde
E já vais fazer dois anos que estás a marimbar-te para isso

Como uma rocha, estou agarrada a ti
Estou cansada, estou exausta
De fazer de conta que sou feliz
Quando eles estão aqui
Bebo todas as noites
mas todos os whiskys, para mim, têm o mesmo sabor
Todos as barcos têm a tua bandeira
Já não sei onde ir, estás em todo lado

Estou doente, completamente doente
Despejo o meu sangue no teu corpo
E sou como um pássaro morto, quando tu dormes
Estou doente, perfeitamente doente
Privaste-me de todos meus cantos
Esvaziaste-me de todas as minhas palavras
No entanto, dizias que eu tinha talento antes de te pores andar

Este amor mata-me
E se isto continua
Vou morrer sozinha
perto do meu radio, como um "puto" estúpido
a ouvir a minha própria voz a cantar:

Estou doente, completamente doente
Como quando a minha mãe saia a noite
e me deixava sozinha com o meu desespero
É isso: estou doente
Privaste-me de todos meus cantos
Esvaziaste-me de todas as minhas palavras
E tenho o coração completamente doente
Cercadas as minhas barricadas
Ouves? Estou doente

Je suis malade (Serge Lama/Alice Donna) por Lara Fabian

Tradução feita por mim.

Para quem não entendeu está minha longa ausência, passo a explicar, mas antes mais agradeço as pessoas preocupadas que me enviaram mails a questionar.
Estou desde dia 30 Junho, oficialmente, desempregada. Sem subsídio, sem prespectivas, descrente no sistema... Dediquei 2 anos e meio da minha vida a uma causa em que acreditava. Fazia o que amava. Amava o que fazia. Via o meu trabalho reconhecido. Mas na hora da verdade falaram-me em prioridades, retenções de custos, não admissão. O meu mundo virou, meus sonhos esfumaram-se, minha auto-estima caiu por terra, meus planos deixaram de fazer sentido. Não acredito neste país. Tudo me soa a corrupção, interesses, favores... Competência é uma palavra que perdeu o significado. Já não sonho com os meus sonhos! Já não sonho com o meu país! já não sonho. Nunca me senti tão revoltada com este país e o seu sistema. Tenho dito e acredito nisso:
não nascemos todos sob o mesmo céu e eu tive o azar de nascer sob o céu errado.

Para piorar, se é que é possivel, o meu pc velinho velinho decidiu pedir a reforma e eu fiquei em casa, afastada da civilização e sem pc, logo internet!

Quanto ao pessoal do artesanato quero que saibam que o meu blog não tem transmitido o ritmo do meu trabalho, porque tenho produzido bastante mas não tinha disposição para tirar fotos e net para as postar.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Casser la voix!

Vou fazer das minhas palavras um e-mail que escrevi há mais de um ano, mas é como me sinto de novo, não vou reinventá-lo por que tudo está igual.

Louco aquele que pensava que a terra não era redonda...

Março 2007 para alguém (que aqui não interessa para aqui):
"A minha vida deu uma volta a 180º: estou a caminho do desemprego, para minha grande desilusão. Consegue imaginar o meu desânimo. (...) meu contrato não será renovado. Tenho a ousadia de perguntar que país é este que valoriza influências em vez de competências!? Este não é o meu país! Não são estes os meus valores! (..) Dediquei dois anos e meio da minha vida, por que acreditava, por que gostava, por que era o resultado da minha luta, dos meus sacrifícios e dos meus pais (...) assumido cargos, competências, responsabilidades (...) O meu trabalho era reconhecido mas pelos vistos não foi suficiente.Perdoe-me este desabafo.
(...) as ofertas de emprego assustam-me quando vejo o salário mínimo como pagamento! É quase um insulto.
Terei eu lutado para isto!?"


Não tenho palavras que descrevam a minha angústia. Sempre me considerei uma pessoa satisfeita a nível profissional: gostava do que fazia, dos meus colegas de trabalho. Trabalhar sempre foi um prazer. Tinha noção que tinha tido muita sorte de nunca passar pelo tão famoso "desemprego".
Por que é que as entidades fomentam o ensino superior se o mercado não cria as oportunidades?! Não se lembram que somos jovens mas temos sonhos, desafios, gastos, dívidas, ... Infelizmente, as nossas vidas não passam de folhas de papel com um número no canto direito que é usada, amarrotada e deitada para o lixo!

Sinto que o meu coração um dia destes ainda me vai sair pela garganta.




se esta noite, não me apetece ir embora sozinha,
se esta noite, não me apetece ir para casa
se esta noite, não me apetece calar-me
se esta noite, apetece-me dar cabo da voz, dar cabo da voz, dar cabo da voz

não posso mais acreditar no que está escrito nas paredes,
não posso mais ver a vida dos outros nem que seja em pinturas,
não estou para os sorrisos de depois da meia-noite
não me leves a mal, se esta noite apetece-me

dar cabo da voz, dar cabo da voz,
dar cabo da voz, dar cabo da voz,

Os amigos que partem
E os outros que ficam
Ser tomado por estúpido
Por pessoas que detestamos
Encontros perdidos
E o tempo que se perde
Entre jovens usados
E velhos que esperam
E esses flashes que cegam
na televisão todos os dias
E os cabrões que bramem
a cor do Amor
Os jornais que se arrastam
Como eu arrasto o meu tédio
O medo que é meu
Quando acordo de noite

dar cabo da voz, dar cabo da voz,
dar cabo da voz, dar cabo da voz,

E as raparigas da noite
Que nunca vemos de dia
Que deitamos na nossa cama
Chamando a isso amor
Recordações vergonhosas
que esquecemos a frente do nosso espelho
dizendo "sou um nojo
mas não sou nojento"
Devagarinho os sonhos fluem
sob o olhar dos pais
e as lágrimas que rolam
nas bochechas das crianças
E as musicas que vêem
como gritos na garganta
Vontade de gritar a nossa raiva
Como um gato que degolamos

dar cabo da voz, dar cabo da voz,
dar cabo da voz, dar cabo da voz,

se esta noite, não me apetece ir embora sozinha,
se esta noite, não me apetece ir para casa
se esta noite, não me apetece calar-me
se esta noite, apetece-me dar cabo da voz, dar cabo da voz, dar cabo da voz

Patrick Bruel "Casser la voix" 1989

terça-feira, 13 de maio de 2008

Explicação

Não queria colocar qualquer outro post sem antes explicar o anterior. Tenho tido muito pouco tempo para mim mas não quiz deixar de assinalar uma data que tem um significado para mim e certamente para muita população francesa: o 30 de Abril. Por isso coloquei aquele vídeo, naquela data.

Aproveito a data de hoje, 13 de Maio em que ele faria 25 anos para vos apresentar este jovem cantor que viveu o seu sonho até ao último folgo.


Gregory Lemarchal nasceu a 13 de Maio de 1983 na região des Rhône-Alpes com uma doença genética letal, a mucovisidose, que se caracteriza pela viscosidade anormal de várias secreções.


Em 2004, Gregory foi o vencedor de um programa em França equivalente ao nosso "Academia de Estrelas, com 80% dos votos.

(por terminar)

quarta-feira, 30 de abril de 2008

quarta-feira, 23 de abril de 2008

por que sim...







Can't believe it's over

I watched the whole thing fall
And I never saw the writing that was on the wall
If I'd only knew
Days were slipping past
That the good things would never last
That you were crying

Summer turned to winter
And the snow had turned to rain
And the rain turned into tears upon your face
I hardly recognize the girl you are today
And God I hope its not too late
Mmmm….Its not too late

'Cause you are not alone
I'm always there with you
And we'll get lost together
Till the light comes pouring through
'Cause when you feel like you're done
And the darkness has won
An' babe you're not lost

When your world's crashing down
And you can't bear the thought
I said baby you're not lost

Life can show no mercy
It can tear your soul apart
It can make you feel like you've gone crazy
But you're not
Things have seemed to change
There's one thing that's still the same
In my heart you have remained
And we can fly, fly, fly away

'Cause you are not alone
And I am there with you
And we'll get lost together
Till the light comes pouring through
'Cause when you feel like you're done
And the darkness has won
An’ babe you're not lost

And the worlds crashing down
And you cannot bear the cross (?)
I said baby you’re not lost

Mmmm yeah yeah, yeah yeah,
I said baby you're not lost.
I said baby you're not lost.
Oh yeah, yeah
I said baby you're not lost.



para mim. sobretudo para mim. para ti. é claro que não me ia esquecer de ti. para nunca penses que está ai, nisso, sozinho. Cause you are not alone. I'm always there with you. para os que se lembram de mim e nos quais existe um pouco de mim. para os que me esqueceram, para saberem que não os esqueci. para minha amiga, aquela com melodias italianas na cabeça, que pensa sempre que não me lembro dela. An' babe you're not lost. para aqueles que nem imaginam que é neles que vai o meu pensamento neste momento. para aqueles que têm os animais por causa. Cause you are not alone. I'm always there with you. para aqueles que têm familiares com doenças oncológicas e vivem constantemente com receio do amanhã ser mais só. para uma fada que soube se levantar e hoje é uma bela flor. para aquela amiga a quem o espelho todos os dias lhe lembra que ela é diferente e no entanto, ela vira-lhe as costas e sorri. para aqueles que hoje receberam uma má notícia. os que sentem tantas vezes sós. para a minha joaninha tão pequenina, que tem apenas meses e aguarda em sufoco pelo último. para seus pais, que vivem no desespero e na dúvida. para a minha recordação. por que nunca lhe dediquei nada aqui. por que tem tb o seu lugar aqui e não só na memória e no espaço dedicado as ilusões. para aquela amiga que nunca terei dias suficientes nesta vida para agradecer. acredito, um dia será feita justiça amiga. para aqueles amigos que fiz na estrada, quando a minha vida era livros. para ti que partes hoje para o país da bota. para todos que me esqueci de referir e tb têm o seu lugar aqui. finalmente, para quem gosta desta música, tal como eu.

In my heart you have remained
And we can fly, fly, fly away


Não perguntem, não responderei. Adivinhem.

domingo, 9 de março de 2008

Alanis M.

I want you to know that I'm happy for you
I wish nothing but the best for you both
An older version of me
Is she perverted like me?
Would she go down on you in a theater?
Does she speak eloquently
And would she have your baby
I'm sure she'd make a really excellent mother

Cause the love that you gave that we made
Wasn't able to make it enough for you to be open wide, no
And every time you speak her name
Does she know how you told me you'd hold me
Until you died, 'til you died
But you're still alive

And I'm here to remind you
Of the mess you left when you went away
It's not fair to deny me
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know

You seem very well, things look peaceful
I
'm not quite as well, I thought you should know
Did you forget about me Mr. Duplicity
I hate to bug you in the middle of dinner
It was a slap in the face how quickly I was replaced
And are you thinking of me when you fuck her

Cause the love that you gave that we made
Wasn
't able to make it enough for you to be open wide, no
And every time you speak her name
Does she know how you told me you'd hold me
Until you died, 'til you died
But you're still alive

Cause the jok
e that you laid in the bed that was me
And i'm not going to fade
As soon as you close your eyes and you know it
And everytime I scratch my nails down someone else's back
I hope you feel it ... well can you feel it?

Alanis Morissette "you oughta know"





Durante os meus anos de adolescência sempre fui grande fã de Alanis Morissette, ainda hoje admiro mulheres que como ela têm uma grande personalidade, presença, longe de serem modelos mas têm muito glamour, dizem o que pensam, defendem grandes causas, gostam de passar despercebidas e manter a sua vida em privado... Ela é tudo isso e certamente é por isso que ainda ouço as suas músicas e sei as letras de mais de metade delas de cor.

Durante anos até tive o apelido de "Alanis"!


Trazia no meu carro o cd (o ORIGINAL sim!) Unplugged e tenho ouvido imenso... Achei que seria uma óptima ideia partilhar, sobretudo esta música, porque nela Alanis é tudo que já descrevi mas também por que esta música leva-me a pensar numa palavra que me têm tirado horas de sono estes últimos tempos: "TRAIÇÃO". Mas não a traição como muitas vezes associamos logo a "adultério"... Estou a falar na traição quando alguém construiu sonhos connosco ou fez promessas e não as cumpriu... Aquele vazio que fica e aquela dor por dentro em que nos apetece gritar , como Alanis faz e atirar tudo a cara desse alguém!

"And I'm here to remind you
Of the mess you left when you went away
It's not fair to deny me
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know"



Coimbra, 09.05.05

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Nostalgia

Em Dezembro fez 2 anos que acabei o curso. Voltei para casa dos pais, para rotinas, hábitos que já não são meus, ser a primeira a acabar e deixar para trás todo pessoal que ainda não acabou... Hoje já não me lamento nem perco em pensamentos distantes com tanta frequência mas ontem foi dia. Dia de rever os megas e megas de fotos de jantares e mais jantares, noites, aniversários, pessoal acordar, a comer, a jogar,... a viver. E fiquei com nostalgia... também por que era Dia de partida...
Encontrei por acaso este vídeo a procura de outra coisa. Não resisti, quis partilhar convosco. Fiz o meu primeiro upload no youtube e aqui está. Em nome desse anos e de laços que ficarão para sempre; e para cumprir uma promessa que colocaria o não me chateiem que eu trato de chatear os outros a cantar aqui para nós.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Música no Coração

Quando criei este blog, pretendia falar sobretudo dos meus trabalhos mas o dia-a-dia tem sido bem diferente. Tem funcionado muito mais como um "confessionário" onde escrevo o que não consigo dizer... Peço desculpa as pessoas que aqui procuravam outro tipo de coisas...
Considero-me muito transparente e tenho constante necessidade de deitar cá para fora tudo que trago cá dentro. Mas por norma são sobretudo as coisas más que saiem com mais facilidade, as coisas boas ficam muitas vezes presas na garganta...
Este é mais um desses momentos em que vou deixar aqui o que trago cá dentro. Desta vez é mais uma música, já com algum tempo, de um cantor que apenas conheço está música, Daniel Beddingfield. A letra desta música retrata exactamente tudo o que trago cá dentro: as minhas dúvidas, a minha revolta... e por outro lado a esperança; "If you 're not the one"

Espero que gostem.



If you’re not the one then why does my soul feel glad today?
If you’re not the one then why does my hand fit yours this way?
If you are not mine then why does your heart return my call
If you are not mine would I have the strength to stand at all
(...)
I don’t want to run away but I can’t take it,
I don’t understandIf I’m not made for you then why does my heart tell me that I am?
Is there any way that I could stay in your arms?

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Encerramento...


Par encerrar o assunto do post anterior e esquecer que algum dia existiu, quero deixar uma dedicatória a uma dessas 2 pessoas, que facilmente se reconhecerá... Não vou usar as minhas palavras mas uma música, que era tão especial para nós, por razões que só nós sabemos Mas que passa agora a ter um significado bem diferente.

"...
You tell me that you're sorry
Didn't think I'd turn around, and say...

It's too late to apologize, it's too late
I said it's too late to apologize, it's too late
..."




Gostava de ter o DOM de ESQUECER e PERDOAR mas esse pertence ao TEMPO e a mais ninguém.

sábado, 24 de novembro de 2007

Venho falar de mim...

Para cada um de nós, há dias assim... em que que nos apetece falar de nós. E para mim, hoje é um dia destes, em que me apetece falar de mim, não dos meus trabalhos, mas de mim, de uma coisa que faz de mim uma pessoa melhor, mais feliz pelo menos.
Este será certamente o post mais longo que vou escrever mas certamente o único que valerá mesmo a pena ler. Por isso, peço-vos, podem não ler mais nada neste blog, mas leiam este post PF!
Durante anos, principalmente no inicio da adolescência, era uma pessoa muito negativa, melancolica, que tratava a morte por tu e as vezes desejava até partir... Mas a idade trouxe-me uma certeza: a vida só faz sentido ser vivida se for por AMOR: por amor a alguém, a um sonho, a uma coisa... o MEU AMOR é uma CAUSA: Cães, abandonados, maltratados, desprezados,... Eu tenho coração grande, cabem todos lá.
Não posso ver um cão de rua, as palavras saem me logo: "Que lindo!". Meus amigos do caminho da vida dizem: "para ti, também são todos lindos!!!" Pois são... Os rafeiros, os feios, os maltratados, os subnutridos, os que tem sarna,... todos! A beleza deles está no olhar... eles não tem interesses, inveja, maldade, não sonham com carros, casas, loiras, silicone, ipods,... sonham com companhia, mimos, e pouco mais. Em troca recebem lealdade e gratidão até que a morte vos separe.
Para mim é uma angústia ver um cão de rua... vou para casa a pensar em tudo que aquele animal podia ser se fizesse algo por ele... Mas há sempre uma voz que me diz: "não os podemos salvar todos..." E a minha dor fica menor... até a próxima esquina.
Quando acabei de estudar e arranjei um emprego mais ou menos estável, achei que era o momento certo para começar esta caminhada. Desde então sou voluntária na AANIFEIRA. Recupero cães andadonados, maioria bébés, para torna-los adoptáveis. E só os deixo quando forem para uma familia que os estimes.
Quero apresentar-vos o 1º cão que recuperei: o Vitor. Vitor de vitoria, vitoria sobre a morte. Tinha 2 meses e estava no canil municipal com a irmã, iam ser abatidos. Quando vieram para minha casa estavam num estado muito adiantado... A irmã não resistiu. Mas o Vitor com muito esforço e atenção recuperou e tornou-se num lindo e grande menino! Foi adotado para parte incerta do país... nem sei nem quero saber, é melhor assim. Só espero que ele esteja bem e que tenha todo o Amor que ele merece. Devo dizer que sem os meus pais e irmão, isto nunca seria possível.
E por favor, para aqueles que preferem não saber, não tapem os olhos com a peneira, não saber das coisas não quer dizer que elas não existem!!!
Sei que não podemos mudar o mundo, mudar sobretudo as pessoas, que não os podemos salvar todos MAS se todos nós fizermos o que está ao nosso alcançe... Eles viverão melhor e nós também.
Para aqueles que querem ajudar e não sabem como, podem começar por adquirir os postais de Natal de 2 Associações (AANIFEIRA e www.pelosanimais.org.pt/ajudar/postais_natal), ou ainda fazendo um donativo, ou simplesmente alimentar um cão da sua rua...
Vou terminar este post com um vídeo lindissimo que encontrei no blog da Cackau Bijus, vejam até ao fim, não só porque a música é fantástica mas pelas imagens de cães desprezados e depois recuperados. Vala a pena e faz bem a alma... pelo menos a minha.





A letra desta música é tão bonita que não resisto a coloca-la aqui, com a respectiva tradução uma vez que, nem todos tem facilidades a Inglês

Melanie C - If that were me

Where do they go and what do they do?
They're walkin' on by, they're lookin' at you
Some people stop, some people stare
But would they help you and do they care?

How did you fall?Did you fall at all?
Are you happy where you are?
Sleeping underneath the stars
When it's cold is it your hope that keeps you warm?

A spare bit of change is all that I give
How is that gonna help when you've got nowhere to live?
Some turn away so they don't see
I bet you'd look if that were me

How did you fall? Did you fall at all?
Is it lonely where you are?
Sleeping in between parked cars
When it thunders where do you hide from the storm?

Could you ever forgive my self-pity?
When you've got nothing and you're livin' on the streets of thecity
I couldn't live without my phone
But you don't even have a home

How did we fall?
Can we get up at all?
Are we happy where we are?
On our lonely little star
When it's cold is it your hope that keeps you warm?

Where do they go and what do they do?
They're walking on by, they're looking at you
They're walking on by, they're looking at you


Melanie C - Se fosse eu

Aonde vão eles e o que fazem eles?
Eles passam, Eles olham para ti.
Algums param, algumas olham para ti.
Mas elas ajudariam, eles se importariam?

Como chegaste a isto? Como caiste tão baixo?
És tu feliz onde estás? dormindo debaixo das estrelas
Quando está frio, é a tua esperança que te mantém quente?

Um pequeno esforço de mudança, é o todo o que eu dou
Como é que isso pode ajudar quando nem sequer tens onde morar?
Alguns olham para o lado, logo não vêem.
Aposto que olhariam se fosse eu.

Como chegaste a isto? Como caiste tão baixo?
És tu feliz onde estás? dormindo debaixo das estrelas
Sentes-te só onde estás?
Dormindo entre os carros estacionados
Quando troveja, como te escondes da tempestade?

Poderás um dia perdoar-me o meu egoismo,
Ainda mais quando não tens nada e vives nas ruas da cidade
Eu não poderia viver sem um telefone
Mas tu nem sequer tens uma casa

Como chegaste a isto? Como caiste tão baixo?
Nós estamos felizes onde vivemos? Em nossos próprios mundinhos
Quando está frio, será a tua esperança que o mantém quente?
Aonde vão eles e o que fazem eles?
Eles passam, Eles olham para ti.
Algums param, algums olham para ti.